Eu quero a Religião-Show!

Por John Macarthur

“O fato é que muitos gostariam de unir igreja e palco, baralho e oração, danças e ordenanças. Se nos encontramos incapazes de frear essa enxurrada, podemos, ao menos, prevenir os homens quanto à sua existência e suplicar que fujam dela. Quando a antiga fé desaparece e o entusiasmo pelo evangelho é extinto, não é surpresa que as pessoas busquem outras coisas que lhes tragam satisfação. Na falta de pão, se alimentam de cinzas; rejeitando o caminho do Senhor, seguem avidamente pelo caminho da tolice”. Charles Haddon Spurgeon

No final do século XIX… a “Era da Exposição” começou a passar, e os primeiros sinais de substituição começaram a ser percebidos. Em seu lugar surgiu a “Era do Show Business”.

Enquanto Charles Spurgeon batalhava na Controvérsia do Declínio, uma tendência mundial começava a emergir, a qual estabeleceria o curso dos afazeres humanos em todo o século XX. Era o surgimento do entretenimento como o centro da vida familiar e cultural. Essa mesma tendência viu o declínio do que Neil Postman chamou de a “Era da Exposição”, cuja característica era uma ponderada troca de ideias, de forma escrita e verbal (pregação, debates, preleções). Isso contribuiu para o surgimento da “Era do Show Business” – na qual a diversão e o entretenimento se tornaram os aspectos mais importantes e que mais consumiriam o tempo de conversa das pessoas.

No “show business”, a verdade é irrelevante; o que realmente importa é se estamos sendo ou não entretidos. Atribui-se pouco valor ao conteúdo; o estilo é tudo.

 Até que ponto a igreja irá competir com Hollywood? Proclamar e expor a Palavra, visando o amadurecimento e a santidade dos crentes deveria ser âmago do ministério de toda igreja. Nas Escrituras, nada indica que a igreja deveria atrair as pessoas a virem a Cristo através do apresentar o cristianismo como uma opção atrativa. Quanto ao Evangelho, nada é opcional (At 4.12).

Bibliografia

MACARTHUR, John. Com vergonha do Evangelho. Quando a igreja se torna como o mundo. São José dos Campos: Editora Fiel, 1997, p. 78

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