Características dos sermões de Lutero

Por Roland H. Bainton

Adaptado por Michel Augusto[1] 

“A história da pregação nos ensina uma diversidade enorme no tocante à forma como os sermões eram desenvolvidos. O legado da reforma nos ensina um princípio unificador nesse processo: “a tarefa do ministro é expor a Palavra, que é a única fonte de cura para as dores da vida e de bálsamo da eterna bem-aventurança (TR, 272)”.

  1. Enfoque nos Evangelhos. Isso não significa que não tocasse em outros gêneros literários da Bíblia;
  2. Pregava sobre as mesmas passagens e sobre os mesmos grandes eventos: Advento, Natal, Epifania, Quaresma, Páscoa, Pentecostes. No entanto, surpreende-nos o frescor com que a cada ano ele iluminava um novo aspecto.
  3. Recursos exegéticos. Ele mergulhou nas interpretações da histórica por Agostinho. Observa-se isso no famoso sermão sobre a natividade;
  4. Tratava de todos os temas. Tratava da sublimidade de Deus à ganância de uma porca;
  5. Didáticos. Tanto os sermões como as palestras sempre continham ensino. Lutero abordou Jonas como qualquer outro personagem bíblico: como um espelho de sua própria experiência.

Lutero era acima de tudo um homem de oração, mas sabemos menos sobre suas orações do que sobre seus sermões, pois ele mantinha seus alunos fora de seu aposento secreto.

BAINTON, Roland H. Cativo à Palavra. A vida de Martinho Lutero. São Paulo: Editora Vida Nova, 2017.

[1] Adaptado por Michel Augusto. Doutorando em Teologia Pastoral (EST) – bolsista da Capes. Mestre em Teologia (Musicalidade, Espiritualidade e Mídia) – EST. Bacharel em Direito e Teologia. É professor de Teologia Pastoral na FTRB – Faculdade Teológica Reformada de Brasília. Pastoreia a Igreja Batista Reformada Deus é Luz. Membro da Ordem de Ministros Batistas Nacionais/DF e OAB/DF. Áreas de pesquisa acadêmica: Pregação; Teologia da Musicalidade e Espiritualidade.

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