Como pregar em Atos: Evitando os reducionismos na comunicação do Evangelho

Evitando os reducionismos na comunicação do Evangelho

Por Timothy Keller

Adaptado por Michel Augusto

            O grande desafio de se viver e aplicar o Evangelho no contexto do Distrito Federal, é considerar que temos 27 estados reunidos e outras dezenas de nações representadas pelas embaixadas. Temos um multiplicidade de culturas que podem refletir a graça comum de Deus e outras que precisam ser rejeitadas por serem contrárias ao Evangelho. Um verdadeiro campo missional. Uma leitura cuidadosa de Atos nos levará a aplicar os princípios que Paulo usou para não cairmos em reducionismos. Tim Keller apresenta o modo paulino de comunicar o Evangelho de Cristo, conforme o livro de Atos dos Apóstolos . Vejamos:

  1. Em cada auditório, Paulo usa uma base diferente de autoridade. Diante dos cristãos ele usava as Escrituras e João Batista;
  2. Diante dos pagãos, ele argumentava da perspectiva da revelação e da grandeza da criação;
  3. O conteúdo bíblico de sua apresentação também varia, dependendo dos ouvintes. Ele muda a ordem da apresentação da verdade, como também a ênfase que dá a vários aspectos da teologia;
  4. Com os judeus e tementes a Deus e os tementes a Deus, Paulo gasta pouco tempo na doutrina sobre Deus e vai direto a Cristo;
  5. Com os pagãos, ele concentra a maior parte do tempo desenvolvendo o conceito de Deus (…) Insiste com eles que se afastem das práticas inúteis – ídolos – e se voltem “para o Deus vivo”, que é a verdadeira fonte de alegria (At 14.15-17);
  6. Com gregos e romanos, Paulo fala primeiro sobre a ressurreição de Cristo – e não sobre a cruz;
  7. Ao falar sobre pecado, Paulo afirma que a lei não pode justificar ninguém e nem os esforços morais podem salvar (At 13.39). Está dizendo aos cristãos: vocês se acham bons, mas não são bons o bastante!

          Keller citando Adams, diz: “Paulo diversifica o uso da emoção e da razão, seu vocabulário, suas introduções e conclusões, suas figuras de linguagem e ilustrações, a identificação que faz das preocupações, das esperanças e das necessidades dos ouvintes. Em cada caso, ele adapta sua apresentação do Evangelho aos ouvintes”.

Bibliografia

KELLER, Timothy. Igreja Centrada. São Paulo: Editora Vida Nova, 2014.

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