Pierre Viret e sua forma de pregar

Pierre Viret e sua forma de pregar

Por Jean-Marc Berthold

Adaptado por Michel Augusto

 A Reforma foi o evento da Palavra e como consequência do apetite divino do fim da Idade Média e outros fatores, o púlpito voltou a pulsar com muita veemência em ambientes distintos da Europa. Nesse contexto, homens como Lutero, Zwínglio e Calvino são mais lembrados na relação Palavra e púlpito, cada um com características distintas no tocante à forma de comunicar. Viret, o gigante esquecido da Reforma, conforme destaca Berthold, tem traços de um pregador que conseguiu unir características positivas dos principais reformadores, ou seja,  trabalhou  conteúdo e homilética. Eis o desafio para os dias atuais: ser um arauto não enfadonho; unir conteúdo e forma. Viret tinha as seguintes características de um pregador completo. Vejamos:

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A música servindo à pregação

Por Kent Hughes

Adaptado por Michel Augusto

Quando tratamos de musicalidade, nos referimos à um tema fruto de muitos debates em virtude da complexa arte e questões culturais nela envolvida. A missão é transcultural e nesse contexto, a música tem vários formatos e estilos, mas na cristandade existe um eixo que unifica todos os formatos musicais – conteúdo. D.A. Carson, como organizador da obra “Louvor, Análise Teológica Prática”, se preocupa com as diversas tradições cristãs, unificando todas elas em torno do propósito da música cristã para o povo de Deus. Vejamos o propósito da música à pregação:

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O antídoto à adoração anêmica.

O antídoto à adoração anêmica

Por Albert Mohler

Tradução: Marcelo Eugênio; Revisão: Michel Augusto – Exposição Bíblica

Fonte: ligonier.org

Nos últimos anos, cristãos  evangélicos tem prestado uma atenção especial à adoração, gerando um renascimento do pensamento e da conversação sobre o que é a adoração realmente e como deve ser feita. Ainda que este interesse renovado infelizmente tenha levado ao que alguns chamam de “guerras do louvor” em algumas igrejas, parece que o que A.W. Tozer uma vez chamou de “a jóia perdida” da adoração evangélica está sendo recuperada.

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O Lugar da Pregação e Musicalidade no Culto

O Lugar da Pregação e Musicalidade no Culto

Por Michel Augusto

          Cultuar publicamente é um desafio crescente em detrimento de inúmeros fatores de performance na pregação e música que, tendenciosamente tentam usurpar o valor e o significado do culto. Há uma perversão dos objetivos da pregação e da música nesse contexto. A pregação é o ápice do culto protestante, como herança da Reforma. No entanto, pregação e música devem partir dos mesmos pressupostos.  Assim, qual seria o lugar da pregação e música no culto?

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Princípios básicos para o uso do contexto histórico-cultural do Novo Testamento na pregação

Princípios básicos para o uso do contexto histórico-cultural do Novo Testamento na pregação

Por Craig S. Kenner

Adaptado por Michel Augusto

          A pregação é um instrumento precioso do Senhor para chamar o seu povo e mantê-lo com edificação, exortação e consolo. Lemos o texto, explicamos e aplicamos. Na explicação e aplicação precisamos de elementos adicionais, tais como: teologia bíblica, sistemática, exegética e histórica. Timothy Wald (2) diz que “uma função fundamental da boa pregação expositiva consiste em explicar o significado e a força de uma passagem quando interpretada de modo adequado à luz de seus diferentes contextos: 1) Contexto literário imediato; 2) contexto dentro do desenrolar da história da revelação divina; e 3) o contexto da Bíblia em geral. Tal pregação, uma vez supõe que a doutrina da clareza das Escrituras se aplica à Escritura em geral e não a cada parágrafo”. Assim sendo, o teólogo Craig Kenner (1), outrora publicado pela Editora Atos, mas agora pela Vida Nova, traz contribuições riquíssimas para o expositor. Só precisamos tomar o devido cuidado para não desprezarmos a boa teologia bíblica e sistemática nesse processo, além de respeitarmos as tradições com suas abordagens em assuntos específicos. Vejamos:

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Liturgia, música e pregação: Uma análise de Roland Bainton sobre Lutero

Liturgia, música e pregação: Uma análise de Roland Bainton sobre Lutero

Por Roland H. Bainton

Adaptado por Michel Augusto[1]

Quando falamos em liturgia, música e pregação, nos referimos à fatores que são categorizados como algo de pouca importância no contexto da igreja contemporânea. O motivo da reforma tem como principal material a doutrina da justificação pela fé, sem referencia à obras e o princípio formal Sola Scriptura, que é a base do culto público. Nos reportando à obra de Roland H. Bainton e sua biografia sobre o Reformador Lutero, aprendemos que:

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Dicas de Bibliografias em Homilética não traduzidas para o português

Dicas de Bibliografias em Homilética não traduzidas para o português, [1]

*podem ser compradas pela amazon.com

* As obras são de autores de tradição reformada. 

As editoras brasileiras tem desempenhado um excelente trabalho no âmbito teológico. A convulsão teológica tem beneficiado a publicação de muitas obras mensalmente. No entanto, resta uma lacuna para os pesquisadores em áreas específicas. Se você é um pesquisador, precisa se preocupar em buscar fontes que chancelem sua labuta teológica. Apresentamos abaixo, dicas de obras clássicas na área de homilética, que podem ser adquiridas através do site da amazon.com.  (mais…)