05 abr '16
Por Don Kistler O cristianismo liberal, isto é, a ideologia que proclama abraçar o cristianismo enquanto nega os acontecimentos miraculosos [...]

Por Don Kistler

O cristianismo liberal, isto é, a ideologia que proclama abraçar o cristianismo enquanto nega os acontecimentos miraculosos por trás dele, patrocinou essa posição. As boas obras, geralmente na maneira de lutar pela justiça social, são a chave para tornar um indivíduo justo diante de Deus.

A teologia da libertação apresenta uma ênfase muito mais mais séria quanto ao papel das Escrituras que o liberalismo clássico; no entanto, na prática, ela transforma o fato de colocar-se ao lado dos oprimidos como o critério-chave para ser considerado justificado diante de Deus.

Uma ênfase perigosa sobre questões políticas e sociais na igreja, sem discernimento teológico, sofre o rico de permitir que o papel principal da igreja, como proclamadora do Evangelho, seja substituído pelo falso evangelho do legalismo. A boa obra justificadora torna-se o tema do dia.

Contudo, se mantivermos o evangelho puro em primeiro lugar, descobriremos que “tudo o que não provem de fé é pecado”(Rm 14.23). Em outras palavras, sem estarmos bem com Deus, toda moralidade externa não é realmente boa. Portanto, podemos trabalhar legitimamente com outras pessoas de qualquer fé para promover justiça cívica ou exterior, estando, ao mesmo tempo, conscientes de que nenhum grau de justiça civil alcançado por pessoas decaídas tornará essas pessoas justas diante de Deus.

Texto extraído da Obra Crer e Observar. (GERSTNER, Jonathan. Legalismo e antinomianismo: duas rotas mortais fora do caminho estreito. In: KISTLER, DON. Crer e observar. O cristão e a obediência. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2009, p. 87-88).

 

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