29 maio '15
Por Matt Chandler O principal objetivo da pregação é proclamar as boas-novas do evangelho. Um feito secundário da pregação e [...]

Por Matt Chandler

O principal objetivo da pregação é proclamar as boas-novas do evangelho. Um feito secundário da pregação e do ensino é o estabelecimento de uma cultura de igreja centrada em Jesus. Uma igreja não seria centrada em Jesus sem “profetas” proclamando fielmente o evangelho e aplicando-o para a orientação da igreja. A cultura de qualquer igreja é estabelecida e reforaçada, principalmente, pelo púlpito, deliberadamente ou não.

Seria tolice fingir que o púlpito não impacta a cultura da igreja. Tudo – seja o conteúdo dos sermões, o estilo de pregação, as roupas escolhidas, reforça e cria uma cultura.

Uma tendência comum em muitas igrejas é o impulso deliberativo e determinado de ser “relevante”, o que geralmente significa ser “legal” ou estar “na moda”. O que falta nas discussões sobre relevância é o fundamento do pedido de Paulo para tornar-se “tudo para com todos”, o que vemos demonstrado em seu ministério diversas vezes. Existe um modo de agirmos com genuina preocupação com os que estão de fora da fé, de tal forma que se sintam à vontade e acolhidos. E existe a tentativa de fazer Jesus parecer muito legal para que o mundo goste dele. A primeira opção flui de uma visão de hospitalidade e compaixão orientada pelo evangelho; a segunda cheira a um entendimento empobrecido da natureza divisória do evangelho, na forma como se relaciona com o mundo. A igreja deveria gastar menos tempo tentando ser relevante e mais tempo tentando alinhar seu coração com a mensagem autêntica do evangelho.

A autêntica pregação centrada no evangelho é intensamente relevante. A barreira que dificulta a salvação e a santificação não está no fato de o pregador vestir jeans ou paletó; a barreira é a condição pacaminosa do coração humano. Primeiro, toque o coração das pessoas com o evangelho e depois se preocupe com que se vestir.

O pregador também deveria se preocupar com sua própria autenticidade quando está no púlpito. Como dissemos acima, ele não deve pregar como se usasse uma capa. A consequência de um pregador que compartilha todos os seus triunfos e nunca suas dificuldades será uma congregação angustiada, que ouve uma coisa ser defendida semana após semana e depois fica largada à própria sorte, lutando sozinha contra a realidade de suas próprias deficiências. O membro da igreja tem dois caminhos a seguir nesse ponto. Primeiro, pode fingir que tudo está ótimo com ele mesmo, gastando toda a sua energia para alimentar uma imagem de justiça própria e independência. Ou então pode sucumbir sob a pressão de viver à altura daquilo que sabe ser inalcançável. O pregador tem a oportunidade de assegurar à congregação de que “não tem problema ter problemas”, pois o evangelho não nos deixará assim. Que boa notícia! Nesse caso, você pode criar uma cultura numa igreja que entende a esperança da graça.

Sermões fracos criarão rebanhos fracos. O pastor não deveria subestimar o impacto de sua pregação. Não, não queremos exaltar a pregação, elevando-a acma de um grau saudável de importância. Ao ler a respeito do peso de seu impacto, o pregador não deve se encher de importância e de pensamentos de grandeza. Em vez disso, deveria se retirar em humilde oração ao meditar sobre o significado de tal responsabilidade.

O pregador tem a oportunidade de infundir na cultura da igreja a importância da Palavra de Deus. Se a Palavra é central na pregação, no ensino, na música e nas ordenanças, então a cultura da igreja fluirá a partir disso. Assim como acontece quando abotoamos uma camisa, o primeiro botão é essencial. Se este estiver desalinhado, então todos os outros estarão desalinhados também. A igreja precisa ouvir do púlpito o evangelho de Deus, a partir da Palavra de Deus, pregado semana após semana. Isso é essencial.

Bibliografia

MATT, Chandler. Criados pela Palavra. A igreja centrada em Jesus. São Paulo: Editora Vida Nova, 2015, p. 172

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