26 mar '16
Por Owen Strachan Adaptado por Michel Augusto “É difícil ver como a identidade de Deus e sua ação em Cristo [...]

Por Owen Strachan

Adaptado por Michel Augusto

“É difícil ver como a identidade de Deus e sua ação em Cristo e na igreja poderiam ser enunciadas de forma mais adequada do que com o uso de palavras. Aliás, os sermões de Atos e as epístolas indicam que o modelo profético de Moisés ( exposição, aplicação e exortação fundamentadas na revelação de Deus) é o padrão; e, como essa ação está claramente ligada a uma teologia divina de um Deus que fala, o pregador não pode simplesmente ver sua tarefa como mera comunicação de informação”.

O problema que envolve todas as questões da vida é a falta de junção da forma e conteúdo. Ter um bom conteúdo e não aplica-lo é tão grave quanto ter uma boa aplicação com um conteúdo raso. O certo é unir os dois desafios.

Os efeitos de uma pregação que contem somente conselhos práticos são os mesmos daquela mensagem que transmite somente informações: não comunicam, ou seja, não alcançam o ouvinte. Todo o processo da homilética se torna infrutífero.

“Deus não é um Deus de pantomina ou de encenação. Sua criação fundamental é um conjunto de revelação verbal e o corpo humano de Jesus Cristo, a Palavra que se fez carne. O trabalho do pregador não é citar a Bíblia como em uma palestra cheia de conselhos pragmáticos, mas expor o texto bíblico, aplicá-lo e exortar o povo a viver de acordo com ele, em união com Cristo e pelo poder do Espírito”.

 

STRACHAN, Owen. Profetas, sacerdotes e reis. Uma breve teologia bíblica do ministério pastoral. In: VANHOOZER, Kevin; STRACHAN, Owen. O pastor como teólogo público. Recuperando uma visao perdida. São Paulo: Editora Vida Nova, 2016, p. 86.

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