21 maio '15
Por Timothy Keller É muito comum ouvirmos pregações que tratam de textos bíblicos, porém tirando o motivo central do Evangelho [...]

Por Timothy Keller

É muito comum ouvirmos pregações que tratam de textos bíblicos, porém tirando o motivo central do Evangelho de Cristo. Quando isso acontece, temos uma exposição de uma religião e não do Evangelho. Tim  Keller resolve isso. Vejamos:

 

RELIGIÃO EVANGELHO
“Eu obedeço, por isso eu sou aceito.” “Eu sou aceito, por isso eu obedeço”.
Motivação é baseada no medo e na insegurança. A motivação é baseada na alegria e na gratidão
Eu obedecer a Deus, a fim de ter as coisas de Deus. Eu obedeço a Deus para ter mais de Deus- para me deleitar e ficar semelhante a Ele.
Quando as circunstâncias da minha vida dão errado, eu fico com raiva de Deus ou a mim, desde que eu  acredito, como os amigos de Jó, que quem é bom merece uma vida confortável. Quando as circunstâncias da minha dão erradas, eu luto, mas eu sei que toda minha punição caiu sobre Jesus e que, enquanto Ele permitir, isto será para o meu crescimento, Ele vai exercer seu amor paterno dentro do meu julgamento.
Quando sou criticado, eu fico furioso ou arrasado porque é essencial para mim pensar  que sou mesmo uma “boa pessoa”. Qualquer ameaça a minha auto-imagem deve ser destruída a qualquer custo. Quando sou criticado, eu me esforço, mas não é essencial para mim pensar sobre mim. Minha identidade não está construída na minha performance, mas no amor de Deus por mim em Cristo.
Minha visão sobre mim mesmo balança entre dois polos. Se e quando eu estou vivendo de acordo com meus padrões, eu me sinto confiante, mas, então, me sinto inclinado a ser orgulho e antipático com as pessoas que falham.  Se e quando não estou vivendo de acordo com meus padrões, me sinto humilde  mas não confiante- eu me sinto como um fracasso. Minha visão sobre mim mesmo, em Cristo sou ao mesmo tempo pecador e perdido, ainda assim aceito. Eu sou tão ruim que Ele teve que morrer por mim, e tão amado que ele teve prazer em morrer por mim. Isto me leva a uma profunda humildade como também a uma profunda confiança.
Minha identidade e valor são baseados em como eu trabalho ou quão moral eu sou, então eu devo menosprezar aqueles que são preguiçosos ou imorais. E desdenho e me sinto superior aos outros. Minha identidade e valor estão centrados naquele que morreu por seus inimigos, incluindo a mim. Apenas por pura graça eu sou o que sou, então eu não posso menosprezar aqueles que acreditam ou praticam algo diferente. Eu não tenho uma necessidade interior de vencer com argumentos.
Já que eu olho para minha performance para ser aceitável espiritualmente, meu coração fabrica ídolos- talentos, recordes morais, disciplina pessoal, estatus social,etc.  eu tenho que absolutamente tem eles, então, eles são minha principal esperança, sentido, felicidade, segurança e significância, ainda que eu diga que acredite em Deus. Eu tenho muitas coisas boas na vida- família, trabalho,etc…mas nenhuma destas boas coisas são principais para mim. Eu não tenho que as ter absolutamente, então há um limite para a ansiedade, amargura e desespero que pode atingir a minha vida quando elas são ameaçadas ou perdidas.
Minha vida de oração consiste numa grande petição e apenas se aquece quando estou em necessidade. Meu principal objetivo na oração é controlar as circunstancias. Minha vida de oração consiste em períodos de louvor e adoração. Meu principal proposito é a comunhão com Ele.

 

Bibliografia

KELLER, Timothy. Igreja centrada. São Paulo: Edições Vida Nova, 2015, p. 78

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