13 maio '15
Uma Teologia de Exposição em poucas palavras[1]  Por Albert Mohler A pregação da Palavra é central, irredutível e inegociável para [...]

Uma Teologia de Exposição em poucas palavras[1]

 Por Albert Mohler

A pregação da Palavra é central, irredutível e inegociável para a adoração autêntica que agrada a Deus. Creio que a única forma de pregação autêntica é a pregação expositiva.

Uma das marcas distintivas de nosso tempo é que enfrentamos uma crise de pregação. Um sintoma de nossa confusão moderna se acha no fato de que inúmeros pregadores afirmam que sua pregação é expositiva, embora isso signifique, muitas vezes, apenas que o pregador tem um texto bíblico em mente, não importando quão tênue seja a verdadeira relação entre o texto e o sermão.

O que queremos dizer é, em termos simples, ler o texto e explicá-lo – reprovando, repreendendo, exortando e ensinando com paciência, diretamente do texto da Escritura. Se não é isso que estamos fazendo, então, não estamos pregando.

Primeiro, o único Deus vivo e verdadeiro é o Deus que fala. Sabemos quem Deus é, não porque algum de nós foi tão sábio que imaginou como ele era, e sim porque, motivado por seu próprio amor, graça e misericórdia, Deus nos falou.

Segundo, o verdadeiro povo de Deus são os que ouvem a Deus falando com eles. O povo eleito de Deus – aqueles que ouvirão sua voz e crerão em Jesus Cristo – é chamado primariamente por meio da pregação da Palavra. Portanto, substituir a pregação expositiva da Palavra de Deus por qualquer outra coisa significa abandonar o meio que Deus resolveu usar para chamar seu povo para ele mesmo.

Terceiro, a vida do povo de Deus depende de ouvir a Palavra de Deus. Para Israel, a Palavra de Deus era como o maná no deserto. Se quisessem sobreviver, precisavam dela todos os dias, nova e fresca. Ouvir a Palavra de Deus e prestar-lhe obediência era vida para eles. Não ouvir e não obedecer resultaria em morte.

Em última análise, nossa vocação como pregadores é bastante simples. Estudamos, levantamos-nos diante das pessoas, lemos o texto e o explicamos. Reprovamos, repreendemos, exortamos, encorajamos e ensinamos – e, depois, fazemos tudo isso de novo, e de novo, e de novo.

[1] MOHLER, R. Albert Jr. Deus não está em silêncio. Pregando em um mundo pós-moderno. São José dos Campos: Editora Fiel, 2011, p. 57.

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